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Resultados que não fazem sentido ​

O erro mais caro de um modelo não é o que dá mensagem de erro — é o que produz um número plausível e errado. Esta página reúne os sintomas e o que costuma estar por trás.

O número muda quando aumento o tempo de simulação ​

Rode duas vezes, com o dobro do tempo na segunda.

O que aconteceCausa
o número muda pouconormal, é a variação da simulação
o número muda muito, sem direçãotempo de simulação curto demais
o número acompanha o aumentoo sistema está saturado

O terceiro caso é o importante. Se a fila média dobra quando o tempo dobra, não existe valor de equilíbrio: a demanda iguala ou supera a capacidade, e a fila cresce para sempre. Não adianta simular mais — o modelo já respondeu.

Aumentei a capacidade e nada mudou ​

Se você aumentou o número de servidores, atendentes ou threads e o tempo de resposta não melhorou, a etapa de serviço provavelmente está configurada para atender um por vez.

O sinal característico: a fila diminui, mas a quantidade total no sistema fica igual. As pessoas apenas passaram a esperar dentro do atendimento em vez de na fila. Veja Quantos em paralelo.

Se não for isso, o gargalo está em outro lugar: compare a utilização de todos os recursos e reforce o mais carregado.

O tempo está absurdamente maior ou menor ​

Diferenças de 60, 3600 ou 1000 vezes quase sempre são unidade ou inversão.

Unidade misturada. O motor não sabe se seus números são segundos ou minutos — ele só propaga. Se uma transição está em segundos e outra em minutos, o resultado não significa nada. Defina a unidade de tempo do modelo no painel da direita e converta tudo para ela.

Taxa informada como tempo. Todo campo de duração é tempo médio; se você tinha "60 por segundo" e digitou 60, o modelo ficou 3600 vezes mais lento: passou de um evento a cada 1/60 segundo para um a cada 60 segundos. Veja Taxa ou tempo médio.

A vazão está abaixo da demanda ​

Três possibilidades, nesta ordem:

  1. O sistema está saturado. Confira a utilização — se algum recurso está acima de 90%, é ele.
  2. Há recusa. Se o modelo tem capacidade limitada, parte da demanda não entra. Veja Bloqueio e perda.
  3. Fichas estão sumindo. Veja o próximo item.

Fichas somem ou aparecem ​

Verifique se a conta fecha: o que entra tem que ser igual ao que sai mais o que se perdeu.

Se não fechar, procure por:

  • Multiplicidade desbalanceada. Um arco de entrada que consome 2 e um de saída que produz 1 destrói uma ficha a cada disparo, e a vazão cai pela metade. Veja Arcos e inibidores.
  • Ficha travada num lugar. Se um lugar do meio do modelo acumula sem parar, a transição seguinte nunca dispara. Costuma ser uma guarda que nunca fica verdadeira, ou um arco de entrada esquecido.
  • Guardas que não cobrem tudo. #Fila > 10 e #Fila < 10 deixam o caso = 10 sem saída. Veja Condições de guarda.

Uma métrica dá exatamente zero ​

Se for na análise transiente, quase sempre é uma métrica que divide pela quantidade num lugar de passagem rápida. Ela funciona no estacionário e não funciona aqui. Veja Medir tempo de resposta para a formulação alternativa.

Se for na estacionária, o lugar provavelmente nunca recebeu ficha — confira se os arcos que levam até ele estão ligados.

Aparece um aviso de capacidade sem efeito ​

A ferramenta detecta quando uma etapa que atende um por vez consome de um lugar com mais de uma ficha. Nessa combinação, a capacidade extra não faz nada.

Não é um erro, e o modelo roda — mas se você criou aquele lugar para representar recursos paralelos, o resultado não é o que você espera.

O resultado mudou e eu não mexi no modelo ​

Simulação usa números aleatórios, e cada execução sorteia diferente. Variações pequenas são normais.

Se precisar de resultado idêntico entre execuções — para comparar duas versões de um modelo, por exemplo —, fixe a semente nas opções avançadas. Veja Configurar a execução.

Nada disso explica ​

Simplifique até funcionar. Remova metade do modelo e confira se a parte que sobrou dá o resultado esperado; depois recoloque um pedaço de cada vez.

O ponto em que o resultado deixa de fazer sentido é onde está o problema — e chegar nele por bisseção é mais rápido do que reler o modelo inteiro.