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Medir vazão ​

Vazão é quantos itens o sistema conclui por unidade de tempo — atendimentos por minuto, requisições por segundo, peças por hora. É a métrica que diz se o sistema dá conta da demanda.

A forma recomendada ​

Meça a partir do lugar onde o item fica enquanto está sendo processado, dividido pelo tempo que o processamento leva:

E{#EmAtendimento} / TEMPO_DE_ATENDIMENTO

Parece indireto, mas a lógica é simples. Se cada atendimento leva 5 minutos e existe em média meio cliente sendo atendido a qualquer momento, então o sistema conclui 0,5 ÷ 5 = 0,1 cliente por minuto.

Por que funciona

Quanto mais itens em processamento ao mesmo tempo, mais o sistema conclui. Dividir pela duração do processamento converte "quantos estão sendo feitos" em "quantos terminam por minuto".

A forma que parece mais natural, e falha ​

O impulso é criar um lugar Concluidos que recebe uma ficha a cada conclusão, e contar dali. Funciona — mas só na análise estacionária.

O problema é que esse lugar precisa ser esvaziado, senão acumula para sempre. E como as fichas passam por ele num piscar de olhos, ele está vazio quase sempre.

Comparando as duas formas no mesmo modelo:

RegimePelo lugar de serviçoPor um contador de saídas
Estacionário0,10010,0999
Transiente, t = 330,09600,0000
Transiente, t = 1000,10400,0000
Transiente, t = 2000,10800,0000

No estacionário as duas concordam. No transiente, o contador devolve zero em todos os pontos, porque naquele instante ele está vazio em quase todas as repetições da simulação. Veja Médias e probabilidades para o mecanismo.

Prefira sempre medir pelo lugar de serviço. Ela funciona nos dois regimes e não exige lugar extra no modelo.

Quando há mais de uma saída ​

Se o sistema conclui trabalho por caminhos diferentes, some as parcelas:

E{#AtendimentoNormal} / TEMPO_NORMAL + E{#AtendimentoExpresso} / TEMPO_EXPRESSO

Cada parcela usa o tempo do seu próprio caminho.

Lendo o resultado ​

A vazão sozinha diz pouco — ela precisa ser comparada com a demanda.

Vazão comparada à demandaSignifica
igual à taxa de chegadao sistema está dando conta
menor que a taxa de chegadaestá saturado, ou recusando trabalho

Se a vazão ficou abaixo da demanda, olhe duas coisas: a utilização dos recursos, para achar o gargalo, e a porcentagem de recusa, se o modelo tiver capacidade limitada.

Vazão que não cresce

Aumentar a carga e a vazão não subir é o sinal clássico de saturação: o sistema chegou ao teto. Daí em diante, aumentar a demanda só aumenta a fila — ou a recusa.